Segunda-feira, Novembro 22, 2004

Vale ou não a pena?

A minha idade já não me permite fazer grandes coisas (excepto afiar o bico ao lápis) porém, depois de falar com alguns camaradas (não, não são esses camaradas), muitos duvidavam da utilidade de fazer exercício físico; eu pergunto: -Valerá a pena? Isto é, devemos ou não fazer exercício físico regularmente para evitar por exemplo os famosos AVC's? Eu acho que sim, embora muitos digam que fazer por exemplo exercício num ginásio é prejudicial à saúde, talvez porque as pessoas associem isso a alguns atletas que vivem de extremos e passam uma má imagem do que deve ser a prática adequada a cada um de nós. Vou mais longe e depois de falar com um amigo que frequentou um colóquio sobre este tema reforçei a minha idéia de que devemos fazer exercício físico, mesmo num ginásio ou simplesmente correr ou andar de bicicleta, dentro dos nossos limites e sempre acompanhado de uma correcta alimentação e se possível com conhecimeno médico. Não será isto melhor que fumar, beber ou simplesmente não ter qualquer actividade física? Ou será que queremos ser mais um para a estatística que diz que cada vez há mais pessoas acima do peso ideal e cada vez mais casos de obesidade? Eu fico na minha, faço exercício físico e apesar da idade ainda "afinfo" umas "berlaitadas" valentes.

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Quarta-feira, Novembro 10, 2004

Ocupado!

Já vos aconteceu por certo precisarem de ajuda e nesse momento de aflição... chapéu. É o mesmo que sair à rua num dia de chuva, com galochas, guarda-chuva, roupa impermeável, rindo da água porque esta não nos pode afectar e de repente... catrapam!!!! levas com um raio nas bordas do cu, o que te deixa "apenas" paralizado da cintura para baixo. Não, não foi isso que me aconteceu. A história mete água mas não é bem esta. O que aconteceu foi que estava a sair de casa e a meio da viagem fico aflito pois começa a chover, nisto pego no telemóvel e ligo para 379 números para ver se me livrava de uma ganda molha, quando o estúpido do telemóvel perde a rede, vários números dão impedido e depois de mais 392 tentativas o cabrão fica sem bateria. Moral da história: Tinha tudo para me safar da molha mas não consegui e apanhei mesmo água até aos "guizos", porquê? Porque a única coisa que me podia ajudar falhou-me na hora H. Se vais sair com suspeita de chuva não leves telemóvel, leva antes as galochas, o guarda-chuva e a roupa impermeável. Porém, fica o dilema preferes arriscar e levar o telemóvel ou apanhar com o raio no cu? Sim, porque quando precisas de ajuda às vezes, só às vezes, a ajuda não quer nada contigo.

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O povo é que manda, porra!

Sei que não é muito importante mas gostaria de partilhar convosco os resultados do meu inquérito sobre as críticas aos blogs. Para ser breve, recordo a intenção era saber o que pensam aqueles que gostam destas coisas dos blogs em relação às críticas, se estas deveriam existir, sem restrições, com algumas restrições ou se não deveriam mesmo existir críticas. O povo falou e o veredicto foi: - mais de 85 % acha que as críticas devem ser feitas sem restrições (pois o tempo da censura já passou ou talvez não???? a julgar pelo recente caso Marcelo), uma minoria acha que devem ser feitas mas com algum tento na língua e apenas 1 (palhacinho) acha que não devem existir críticas (deve ser a bem do equilíbrio ecológico). Pois bem, fico feliz por ver que a maioria partilha da minha opinião. O povo falou, o Povo é que manda, porra!

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Quarta-feira, Novembro 03, 2004

"Emprenhar" pelos ouvidos

Estava eu cagar e num momento de inspiração descobri o porquê de, muitas vezes, aqueles que nos são próximos, em quem sempre confiámos, a quem sempre apoiámos, que sempre defendemos e porque não dizê-lo, com quem aprendemos mas também ensinámos, por simples motivos de "conversas de merda" por parte de outras pessoas, são capazes de nos voltar as costas sem dar uma justificação. Parece que afinal a amizade não serve para nada, se é um facto que quando existe um probema se deve falar sem receios e com frontalidade perante essa pessoa ou ouvir simplesmente o que ela tem a dizer, o que normalmente resulta numa solução do problema, a verdade é que é mais fácil falar mal da pessoa nas costas (de preferência com alguém que não vá muito à bola com o visado) e ainda acreditar em "balelas" desses ou dessas fulanas (diga-se, muitas vezes com passados duvidosos e quem sabe "presentes" igualmente duvidosos???). O que ganham essas pessoas? E porque acreditam estes "nossos" amigos nelas? Porquê falar com essas pessoas? Porquê acreditar nessas pessoas? Bom, provavelmente estes "nossos" amigos sempre fizeram isso, sempre agiram assim, muitas vezes sem dar conta outras nem por isso. Mas o que conta é que quem tem um percurso de vida pela positiva, que tem a consciência tranquila, que prefere ouvir a falar, que dá o benefício da dúvida e, acima de tudo, que não se esquece dos amigos e daquilo que eles fizeram por si e está grato por ter sido assim, será sempre honesto e fiel aos seus princípios sem nunca maltratar os outros, não deixando porém de ser forte quando os «agora seus falsos amigos» pensam que é fraco. Não há dinheiro no mundo que compre amizades verdadeiras, por isso é bom olharmos bem para o nosso lado porque às vezes está lá algum "endinheirado" que pensa que é nosso dono; mas não é porque nós não deixamos. Não é?

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Sexta-feira, Outubro 15, 2004

Prepotência, esse vírus dos pseudo-intelectuais

Gostava que comentassem aquilo que eu penso ser difícil de comentar mas, no entanto, peço-vos um esforço nesse sentido visto que a situação se verifica com alguma frequência nos pseudo-políticos e pseudo-intelectuais da nossa região. Acho eu, que ninguém devia usar a sua eventual cultura geral (suponhamos acima da média), para de uma forma "ardilosa" tentar subjugar os menos dotados e fracos de espírito. Há quem o faça muito bem sem o menor peso na consciência, utilizando muitas vezes em conjunto com as suas "artimanhas" o facto de em muito casos esses "cromos" terem algum peso nas sociedades locais onde estão inseridos e quase sempre com algum poder económico à mistura, para que, muitas vezes sem argumentos, consigam "lixar" o vizinho. Mais inacreditável é o facto desses "tótós" pensarem que estão sempre a agir bem, de uma forma correcta e que têm sempre razão. Nestes casos vinga a teoria do "sou mais esperto, tenho mais dinheiro, tenho algum estatuto social, logo tenho razão". Certamente conhecem alguém assim (e estou a falar para aqueles que ainda acreditam na liberdade de expressão, no direito à crítica sempre que ela se justifique e que independentemente do seu grau de instrução ou situção ecónomica e social, têm tanto direito de manifestar-se como esses pseudo-intelectuais). Fica à vossa consideração um eventual comentário. Eu por mim acho que a melhor coisa que esses "cócós" podiam fazer era pegarem em tanta cultura, tanto estatuto, tanto dinheiro e enrolarem tudo muito bem enrolado e enfiarem tudo pelo cu acima! E ainda acrescento: - Sem colocarem vaselina!

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Segunda-feira, Setembro 20, 2004

Vai lá, vai...

Então não é que numa das minhas recentes deslocações à capital (do Baixo-Alentejo) dei comigo a ser "atacado" por um rufia todo bem vestidinho que com uma ganda cara de pau me pedia dinheiro para pagar, imagine-se... um táxi, para voltar para a sua santa terrinha, rio de qualquer coisa que não me lembro agora e quando me recusei simpaticamente a ajudá-lo (e recordo que os idosos precisam bem mais do que estes jovens malandros) notei uma certa tentativa de ameaça no ar e, como que por magia,apareceu na hora um simpático agente da psp que se apercebeu do filme e me auxiliou perguntando o que se passava. O rufia fugiu. Mas o que me deixou preplexo foi o facto do "anjinho" com o uns ténis da nike e uma blusa da mesma marca trazer um gato debaixo do braço e quando se "pisgou", deixou o pobre animal para trás. Pergunto eu: Já não se pode ir à cidade sem sermos vítimas destes espertalhões bem vestidos? Será que já não há respeito nem dignidade pelos mais velhos? E já agora, o que dizer dum desnaturado que abandona o seu companheiro em hora de aflição? Será que o gato era dele? Talvez não.

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Segunda-feira, Setembro 06, 2004

Falar palavrões com conhecimento e cultura!!!

Você sabia que antigamente na Inglaterra as pessoas que não Fossem da família Real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais? Por exemplo: Quando as pessoas queriam ter filhos,tinham que pedir consentimento ao Rei que então, ao permitir o coito mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase: Fornication Under Consent of the King (fornicação sob consentimento do rei) sigla F.U.C.K. - daí a origem da palavra chula: FUCK. Já, em Portugal,devido à baixa taxa de natalidade,as pessoas eram obrigadas a ter relações: Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo sigla F.O.D.A. - daí a origem da palavra FODA. Quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase: Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Autoinduzida, sigla P.U.N.H.E.T.A. Vivendo e aprendendo. Podemos até falar palavrões, mas com conhecimento e cultura...

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Sexta-feira, Setembro 03, 2004

Mother (Mãe) Russia abandona os filhos

tristes os acontecimentos na rússia, onde a política anti-terrorista do governo é... imagine-se... o terrorismo. É certo que ninguém sabe ao certo o que despoletou o assalto final mas tudo indica que uma vez mais prevaleceu a máxima já aplicada em outras ocasiões: morrem 20 mas salvamos 200, então vale a pena o sacrifício. Mas nenhum dos decisores está na pela dos que morrem sem saber porquê. Será que agindo assim os terroristas (e diga-se são terroristas por alguma razão) terão medo no futuro e não voltarão as realizar ataques deste tipo? Sinceramente, acho que não.

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